Nada acontece por acaso-Pardal Fig. Nº 1 Certa vez, no auge do outono, um forte vento varreu a floresta. As nuvens cobriram o céu e as folhas dançaram em um frenesi selvagem. No meio desta intempérie, um corvo voando sobre os campos colidiu com um galho de uma árvore antiga. Ele caiu no chão com um grasnar fraco — uma das asas pendia sem forças. O corvo tentou se levantar e arrumar as penas, mas uma dor aguda atravessou seu corpo. Ele percebeu que não conseguiria sozinho. Então, levantou o olhar para o céu, onde as aves voavam, e grasnou com esperança: — Ajudem-me… não consigo voar… Uma pega passou voando e, ao ver o corvo, apenas resmungou: — Você sempre foi orgulhoso, voava alto e zombava de nós. Peça ajuda a si mesmo agora. Perto dela voavam um tordo, um pintassilgo e até um gaio — todos evitavam olhar para ele, lançando olhares curtos de desprezo ou indiferença. O corvo abaixou a cabeça. Sozinho, faminto e ferido, começou a perder a esperança. Mas então, de um arbusto p...